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Artigo - Jornal O Povo - OBESIDADE NA TECEIRA IDADE

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27/08/19
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Artigo - Jornal O Povo - OBESIDADE NA TECEIRA IDADE

Obesidade é o acúmulo excessivo de gordura corporal. É, provavelmente, o mais antigo distúrbio metabólico na história da humanidade. Os principais fatores responsáveis por ela são influência genética, maus hábitos alimentares e gasto energético insuficiente. Também se destacam como causas, os fatores socioeconômicos e as influências ambientais, bem como alterações na saúde mental dos indivíduos. É considerada uma doença crônica e sua prevalência vem aumentando consideravelmente nas últimas décadas, inclusive na população idosa, e atinge milhares de pessoas no mundo inteiro. 

 Segundo o Ministério da Saúde, 52% dos brasileiros estão acima do peso. Entre os idosos, o excesso de peso é preocupante porque pode ser responsável por piora na qualidade de vida e aumento do risco de morte. Com o envelhecimento, ocorre perda progressiva da massa magra e da água corporal total, acompanhada de outras transformações corporais, como o aumento da gordura, o que torna diferenciada a avaliação de excesso de peso no idoso. O excesso de gordura abdominal, reconhecida por ser a mais danosa, aumenta riscos para outras doenças, como as patologias coronarianas, vasculares, renais, osteoarticulares, diabetes, apneia do sono e até câncer. Por isso, a relação cintura-quadril é um dos indicadores mais utilizados para o diagnóstico da denominada obesidade central. Homens com circunferência abdominal a partir de 102 cm e mulheres com 88 cm tem riscos maiores de complicações.

As doenças que se relacionam com a obesidade assumem grande importância na terceira idade, por serem condições que já se apresentam com muita frequência, mesmo nos idosos que não são obesos. As patologias mais comuns na velhice e que também se relacionam com o excesso de peso são a hipertensão, o diabetes, o câncer e as doenças cardiovasculares. Além disso, a obesidade também pode ter por consequência os distúrbios psicológicos e sociais.

O tratamento é complexo e deve incluir equipe multiprofissional e interdisciplinar, pois as mudanças de estilo de vida devem ser mantidas permanentemente. Três elementos, portanto, devem estar incluídos: adequação da dieta, realização de exercícios físicos e modificação de comportamento. Sobre os hábitos alimentares, a conhecida “dieta ocidental”, rica em gorduras, açúcares e alimentos refinados, e pobre em fibras e carboidratos complexos, precisa ser substituída, a fim de se atingir um equilíbrio da ingestão energética, através da promoção de práticas alimentares saudáveis. A realização regular de atividade física, por sua vez, além de melhorar a mobilidade, intervém no processo de fragilidade muscular e também estimula o indivíduo a realizar suas atividades diárias, prolonga sua independência, alivia o estresse, aumenta a autoestima e estimula o convívio social.

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